Cavado no chão de terra, por vezes estruturado com tijolos
espacejados para permitir a infiltração da água, e
bem tapado para impedir mau cheiro, este nosso velho conhecido, o poço
negro, está ficando apenas na história... Felizmente! Para
as águas, plantas, bichos...
Nas novas edificações, este antigo sistema de
tratamento de efluentes não é mais permitido por lei em razão
de se ter sistema bem melhor.
Um sistema alternativo dos mais simples e aceito pela legislação
talvez tenha
um custo até menor.
Trata-se basicamente de um reservatório fechado antes do
velho poço.
Este reservatório, também chamado de Tanque
Séptico, nada mais é do que uma caixa de armazenamento,
onde ocorrem processos digestivos por fermentação anaeróbica,
ou seja, na ausência de oxigênio.
Nada muito diferente do que ocorre no rumem das vacas.
Ali neste tanque se criam microorganismos que se alimentam do material
orgânico e o transformam em substâncias mais simples, e, portanto
mais fáceis de serem biodegradadas e absorvidas pela natureza.
Somente depois disto é que os líquidos passam para
o reservatório de infiltração.
Desta maneira, o material sólido vai se acumulando no fundo
do primeiro reservatório, de onde pode ser sugado periodicamente
pelos caminhões de limpeza e destinado para os tanques de depuração
final instalados
no aterro sanitário do município.
Um sistema ainda melhor para a natureza e com um custo semelhante
tem a mais apenas uma caixa de britas entre estes dois reservatórios.
Nesta caixa, a água entra por baixo e sai por cima, passando pelas
britas. Neste processo, o material é melhorado ainda mais, sobretudo
na simplificação dos compostos nitrogenados, que bem degradados,
são ótimo adubo.
E quando não tem esta caixa de britas?
Neste caso, este processo termina sendo feito no solo.
E é de simples instalação?
Em Carazinho, existem sistemas prontos à venda no comércio
para serem instalados, mas é recomendada a assistência de
profissional habilitado para avaliar cada caso. Entre as variantes estão
as dimensões, que dependem também do número de pessoas
a atender, da capacidade de absorção de cada terreno,
entre outras.
Fonte: Departamento Municipal do Meio Ambiente de Carazinho
- RS
Texto: Marcelo De Negri Xavier
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