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Momento histórico para os apreciadores
do Parque Municipal.
Na manhã do dia 16 de março de 2009, aparelhos topográficos
estavam sendo instalados e manejados por Marcelo De Negri Xavier, Diretor
do Departamento de Maio Ambiente e Nestor Danielli, técnico da EMATER.
Entre posições de régua e aparelhagem ótica,
números foram surgindo à prancheta e definindo o futuro empreendimento
de lazer que fará parte das novidades oferecidas às comunidades
de Carazinho e região.
Para o deleite dos visitantes ocasionais e dos frequentadores
assíduos, estão nos planos diversas “piscinas naturais” de
água corrente.
Marcelo comenta: “Teremos piscinas para todas as idades.
Já estou me enxergando sentado num grande degrau que faremos internamente,
à forma de banco, com água cristalina pelo pescoço
e lambarizinhos faceiros pelos arredores... Talvez até fazendo cócegas
por beliscarem algum pêlo das pernas da gente. Um pequeno paraíso!
Bem, eu sou suspeito em opinar, já que adoro os peixes, mas pelo
que tenho conversado com o pessoal, cada qual tem suas razões para
gostar da idéia.”
Uma das razões é a segurança?
“De fato, uma das importantes razões. Infelizmente, no parque
há um histórico de acidentes de afogamentos que sempre sentimos
lembrar, e neste sentido estamos procurando criar alternativas bem melhores”.
E a área verde será preservada?
“As áreas de preservação permanente, as APP,
serão muito mais protegidas. E a medição que ora fizemos
foi para termos a absoluta certeza disto. Existem estruturas instaladas
nestas áreas que deverão ser removidas para adequação
à legislação vigente.
E a água vai ficar limpa?
“Para a água ficar cristalina, basta que retiremos as carpas
da espécie Cyprinus carpio, que é uma espécie
alóctone (não nativa) e que se alimentam sugando e filtrando
o lodo do fundo e dos barrancos. Lá deve ter ainda outros tipos
de peixes não nativos como a carpa capim, Ctenopharyngodon idella,
que está danificando toda a vegetação natural da nascente.
E esta vegetação também é muito importante
para a qualidade de água.
Depois de retirados os peixes não nativos, completa-se
o processo colocando-se peixes dali mesmo, naturais do nosso Rio da Várzea,
para que o sistema se equilibre e se perpetue em qualidade”.
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Foto: Aroni Kussler
Fonte: Departamento Municipal do Meio Ambiente de
Carazinho - RS |