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A EXPODIRETO consolida-se também no aspecto
ambiental.
Por força de lei ou não, fato é que as relações
entre a atividade agropecuária e a preservação ambiental
vem numa linha de aproximação, de convergência.
Muito disto se deve até pela busca de sustentabilidade
da produtividade (produção por unidade de área).
Solo mais bem cuidado é solo mais lucrativo.
E isto o agricultor já está sentindo na prática
há décadas. Prova é o domínio absoluto das
técnicas de plantio direto em detrimento da agricultura tradicional
que usava virar a terra, antes a boi, depois à arado mecanizado.
No plantio direto na palha, o chão fica coberto pela palha
seca da cultura anterior. A diminuição da erosão se
dá já pela defesa do solo contra o impacto das gotas de chuva,
que destruiria a estrutura superficial do solo no período que fica
desabrigado entre culturas ou quando com plantas ainda pequenas.
Com a cobertura de palha, boa parte da água apenas
escorre ou respinga da palha para o solo, onde, num solo mais estruturado
e portanto poroso e absorvente, a água tende a penetrar sem escorrer
superficialmente.
O lençol freático se eleva, e somado a diminuição
da evaporação do solo, prolonga a umidade disponível
na estiagem. A vida biológica do solo é enriquecida pela
manutenção da umidade, da sombra e do abrigo para os organismos
do solo que se proliferam. Estes, por sua vez, contribuem para a estabilização
do sistema de nutrição da planta ao longo do tempo, 1iberando
elementos da palha e até alguns microelementos do solo.
Todo este sistema produz uma melhor estruturação
do solo, sanidade da planta e preservação dos ecossistemas
adjacentes como dos rios.
Um pouco disto pôde ser verificado em diversos estandes,
das mais variadas formas, inclusive na área depois do lago em cenários
especialmente dedicadas às questões ambientais como os sob
coordenação de Michelle Valiati, bióloga da COTRIJAL.
Testemunho colhido pelos representantes da área ambiental do Município
de Carazinho, amigos e colaboradores em visita na tarde de 16 de março.
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Entre os presentes estavam, da esquerda para a direita, Carla Kurle,
bióloga, representante da RPPN Maragato de Passo Fundo; Aline Schú,
bióloga, coordenadora do Núcleo de Ciências do Museu
Olívio Otto; Daniel Saute, biólogo e colaborador do DEMA;
e o Zootecnista Marcelo De Negri Xavier, Diretor do Departamento Municipal
de Meio Ambiente – DEMA, de Carazinho.
Fonte: Departamento Municipal do Meio Ambiente de
Carazinho - RS
Autor: Marcelo De Negri Xavier |