|
"Cabeça
desocupada é a fábrica do diabo"
Está
aí um ditado verdadeiro!
Nós,
brasileiros, não podemos nos dar ao luxo de abdicarmos destes cérebros.
Como nação, devemos ir além da vazia teoria e treiná-los
também na prática.
Trabalho
apropriado para o disciplinamento do caráter
na
forja da vida produtiva e regrada.
Não
podemos perder-lhes tempo de experiências úteis,
e
ainda, entregar-lhes a frouxos ócios e destruidores vícios.
Penso
que não devemos condenar-lhes a inação
enquanto
se aperfeiçoam seus contemporâneos concorrentes
de
outros rincões do mundo.
Não
podemos obrigá-los a perder seu tempo!
Tempo
de vida, tempo de receberem treinamento desde cedo.
Estes
cérebros, preciosos cérebros;
cabeças
cheias de novos ângulos de visão, novas idéias sobre
as coisas.
Cheias
de novos jeitos de fazê-las.
Porém,
muito mais que isto, nós não podemos roubar por imposição
de lei,
a
liberdade dos nossos jovens de exercitarem-se na prática daquilo
que irão fazer por toda a sua vida útil,
que
é exercitar-se na arte e no prazer do trabalho.
Trabalhar
e evoluir.
Com
a ditadura restritiva que vige hoje,
perdem
os nossos jovens na competição internacional;
perde
nosso país por desprezar parte preciosa do maior patrimônio
humano:
estes
cérebros ávidos por aprender e colaborar;
e
perdem ainda, os jovens, suas famílias e a sociedade,
com
a facilitação aos descaminhos
a
que são tão afligidos os humanos nesta faixa etária
quando
sub-estimulados à utilidade e a valorização produtiva.
Estudo sem o
vislumbre prático de sua utilidade
mostra-se vazio
e desestimulante.
Urge
pois que façamos profunda reforma na educação formal,
para
atualização aos contemporâneos conceitos de eficiência,
e
não só permissão,
mas
intensivo estímulo ao trabalho do menor.
Brincar
de trabalhar; trabalhar brincando;
e
aprender que trabalho é antes de tudo,
uma
relação de prazer com colegas e amigos.
Para
a grande maioria das pessoas,
trabalho
é muito melhor que lazer e ociosidade.
O
prazer do lazer e do descanso estão na direta proporção
do cansaço.
Num
trabalho saudável e agradável física e psicologicamente,
podemos
trabalhar prazerosamente a vida toda.
O
mesmo não acontece com o lazer, que se torna insosso e vazio
se
for feito em tempo integral enquanto se tem vigor e saúde.
A
própria natureza operosa da espécie humana, que é
gregária,
valoriza
os mais trabalhadores e prestativos
em
oposição aos menos trabalhadores,
que
são vistos, naturalmente, com certa desconsideração.
O
trabalho do menor deve ser absolutamente salubre,
diurno,
em horário reduzido,
e
sob obrigação de estudo em turno inverso e também
diurno.
Quem
fez e defende este tipo de lei,
penso
deva rever o seu conceito do que seja "trabalho",
ou
trocar seu ofício por um trabalho que lhe dê mais prazer.
E
penso ainda, que estas pessoas devam andar um pouco mais por aí
pelo mundo para ver o que acontece com quem está à toa, independente
de idade.
...ou,
quem sabe, lá na sua fantasia, pensam que nossas escolas públicas
e as salas de aula são altamente atrativas para a gurizada.
...ou
que "craque", no mundo deles é só um que joga bem o futebol.
|