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Em Carazinho, agora
a pessoa precisa pensar mil vezes
antes de plantar uma árvore nativa em seu
pátio.
Está condenado a desaparecer o prazer daquela
velha sombra
onde o gaúcho de carazinho tomava seu mate
tranquilo.
Em Carazinho,
a relação de amor, de encanto pela natureza está
sendo
forçosamente quebrada.
Aquela simples relação de amor, de prazer
pela proximidade com a natureza não tem mais espaço.
Agora, por força de lei, pesa sobre o carazinhense
a obrigação legal de amar a natureza.
Há sim obrigação!
Há que se aguentar, seja prazerosa ou não, a presença
em seu jardim de qualquer árvore considerada nativa.
Ninguém ama por decreto!
Isto é contra a própria natureza do amor!
Nem todas as árvores são boas para este ou aquele
lugar, eternamente!
Esta lei, que supostamente foi feita para o bem da
natureza,
assim como está é completamente
contraproducente!
Está desestimulando as pessoas de plantarem
árvores em seus jardins, já que jamais poderão manejá-las.
Se plantar uma que venha a soltar muitas folhas, ou a produzir
muitos frutos e isto atrapalhar a limpeza do pátio ou das calhas,
por exemplo,
ou se simplesmente o sujeito mudar de idéia, e resolver
querer mais sol
para amenizar o sofrimento de sua velhice nos rigores do inverno
sulino,
ele não pode.
Nem trocar uma árvore nativa por outra,
mesmo sendo o terreno de sua propriedade,
mesmo pagando os rigorosos impostos em dia,
ele não pode.
E os pobres sofrem mais.
Ter uma sombra no pátio agora não é mais para
qualquer um.
Para trocar de árvore, o sujeito tem que trocar de
terreno,
pois a lei aprovada em 06 de novembro de
2007
não contempla esta possibilidade.
E os terrenos arborizados já estão perdendo cotação
no mercado local,
em oposição ao terrenos "limpos".
Uma absurda impropriedade feita por gente despreparada.
Gente que não conhece gente!
E aprovado na Câmara de Vereadores por edis igualmente despreparados,
que vão tolos na onda verde, em que supostamente qualquer coisa
apresentada como ambientalmente boa de fato o seja.
Já não basta o desaparecimento dos pinheirinhos dos
jardins, praticamente à extinção, como ocorreu nos
últimos vinte anos, desde que começaram a encrencar com o
pessoal que os cultivava para colhê-los e enfeitá-los na tradição
cristã dos presépios natalinos.
Segundo esta lei municipal,
a árvore não é mais um "BEM DE INTERESSE
COMUM"
conforme muito apropriadamente reza o constitucional para o resto
do Brasil,
mas em Carazinho, quem possui árvore, na verdade não
mais possui,
pois diante desta lei, o cidadão tem ela expropriada de
seu patrimônio,
já que a lei textualmente diz que as árvores são
um "BEM COMUM",
ou seja, de todos.
Alguém aí em Carazinho tem ainda coragem suficiente
para
plantar árvore em propriedade sua?
É assim que se estimula o amor à natureza?
Ditadura?
Amar "na marra",
no mundo inteiro tem outro nome!
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